Velejar em Cumbuco
O Cumbuco é uma vila de pescadores encostada nas dunas, meia hora a noroeste de Fortaleza, e virou a porta de entrada do litoral do kite no Brasil. O alísio de E/SE volta dia após dia ao longo da temporada, da praia da vila se sai direto numa água quente e fácil, e a Lagoa do Cauípe, totalmente lisa, espera poucos quilômetros no downwind. Dezenas de escolas trabalham na areia, e os downwinds para noroeste, rumo ao Pecém e à Taíba, são o jeito clássico de passar uma tarde.
Os ventos, pelo nome
Alísio. O alísio é o vento do Atlântico Sul que chega a esta costa entre E e SE. É por ele que a temporada aqui funciona como um metrônomo: o alísio de grande escala sopra de qualquer jeito, e todo dia a terra esquenta e puxa uma brisa marítima por cima. De manhã começa em torno de 15 nós, à tarde assenta na faixa de 18–28 nós, com pico por volta de 15:00–17:00. Os guias descrevem o vento como side-shore a side-onshore neste trecho, e ele é liso para a força que tem: na alta temporada a maioria dos visitantes vive de kite de 7–9 m.
Quando ir
A temporada de vento vai mais ou menos de julho a janeiro, e de agosto a dezembro está o seu coração: os guias falam de tardes estáveis de 18–26 nós, com agosto e setembro como os meses mais ventosos. A alta temporada aqui é o outono europeu, e é por isso que a Europa se esvazia neste litoral na própria baixa temporada. De fevereiro a maio fica a metade chuvosa e de pouco vento do ano.
No que ficar de olho
Nada dramático, mas muita coisa merece respeito: buggys, carros e cavalos usam a praia como estrada, na frente dos hotéis maiores a decolagem é em corredores demarcados, e na maré alta a areia estreita enquanto o chop levanta. No Cauípe, fique fora da metade sul dos iniciantes e espere lagoa cheia a partir do meio-dia. O sol é equatorial: lycra e água contam mais que qualquer neoprene.
Como chegar
Cerca de 30 km a noroeste do aeroporto de Fortaleza (FOR), 45–60 minutos de transfer; na vila tudo se faz a pé, e os buggys levam à lagoa e trazem de volta dos downwinds.